[Crítica] The Walking Dead 8×15 penúltimo episódio

Suspense e muita tensão marcam episódio preparativo para o grande final da temporada.

[Vale ressaltar, como o nome sugere, trata-se de uma crítica, o conteúdo a seguir reflete a opinião de seu autor. Sinta-se livre para concordar, ou discordar, total ou parcialmente, o importante é que sua opinião seja expressada com respeito e educação.]

É amigos, vocês que estavam esperando desde a sétima temporada pela grande guerra entre os sobreviventes do grupo do Rick contra os Salvadores, sem perceber, fomos (porque me incluo nessa), enrolados por mais uma temporada inteira de TWD, para ver a ação acontecer só no último episódio.

Não que a oitava temporada tenha sido ruim, pois ela deu novo fôlego e até nova cara à série. A temporada prometeu uma guerra, que nunca chegou, mas entregou bons episódios, alguns surpreendentes, outros com boas surpresas e muitos mistérios, algo que há algum tempo não tínhamos, e tudo isso, fez dessa uma temporada muito boa.

Agora, falando diretamente do episódio, vamos à crítica, sem spoilers (pelo menos eu acho que não deixarei escapar nada, acidentalmente).

O episódio começa com uma das cenas mais aguardadas, o que acaba meio que quebrando a tensão do final do episódio anterior. Em seguida, começam algumas seninhas de enrolação, mas, depois dos 15 minutos iniciais, o episódio tornou-se puro suspense, e uma atmosfera de tensão se formou, e foi assim até o fim.

Dizem que uma boa história é aquela que contém ao menos uma reviravolta, mas, o que dizer desse episódio que teve nada menos do que 3? E adivinhem quem estava envolvido em todas elas? Ele mesmo, Negan. Uma delas era meio óbvia, mas, ainda assim, foi legal, embora, toda a atmosfera que a entregava tenha se formado alguns segundos antes, mas, as outras, foram bacanas, tá certo que uma foi até bombástica, mas a outras, pode até passar despercebida pelos menos atentos.

Este episódio teve uma direção de arte meio largada, até porque, foi mesmo um episódio difícil de fazer cores, cenários e personagens conversarem, no fim das contas, essa sensação de pouco cuidado, parecia também ser proposital, pois não é possível saber o que esperar da cena seguinte.

Como tem se reforçado nas últimas temporadas, The Walking Dead mostrou novamente sua dificuldade com cenas de ação, principalmente na grande batalha mano a mano que deveria ter sido um show para todos os presentes, mas, acabou sendo só mais uma cena qualquer.

Oceanside… É isso mesmo pessoal, mais uma vez este povo apareceu, e como sempre que eles aparecem, é uma chatice… Drama desnecessário, enrolação, e tempo jogado fora… A única vez em que esse núcleo não foi um desperdiço total, foi quando o grupo do Rick invadiu lá, explodiu uma bombinha aqui deu outra bombadinha ali, e levou a mulherada pro meio do mato. Neste episódio elas apareceram em número bastante reduzido e não saíram do lugar na história.

Eugene teve seu momento também, e como de costume, sua função foi a de causar raiva na gente. Embora, ele pareça uma versão do Sheldon Cooper, lhe falta carisma. Michonne teve participações no começo e no fim do episódio, e no meio, tivemos um curto salto temporal, algo tão atípico na série, que causou até uma pequena estranheza.

No final das contas, tivemos um episódio muito mais estratégico, meio que ao estilo Kira x L no Death Note, e isso, com certeza deixou muito suspense pairando para o season finale, episódio 8×16, que já foi dito que terá mais tempo de duração. Então, se você não quiser ficar perdido ao que parece que realmente vai ser tão esperada guerra (de 15 minutos, talvez), não deixe de assistir o 8×15. Prepare o coração e a pipoca, pois o episódio final promete entregar um final digno às expectativas que se formaram em nossos corações desde o início da sétima temporada.

Ricardo Januário

Um pouquinho geek, levemente nerd, e quando se trata de Pokémon ou Final Fantasy até me considero gamer. Sou um jornalista formado como destaque da turma, amo escrever e compartilhar meu conhecimento e informação com o maior número de pessoas, defendendo a liberdade à informação e cultura.

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