[Review] John, the Zombie

Não é só mais um jogo de zumbis, é o GTA brasileiro dos zumbis.

[Vale ressaltar, como o nome sugere, trata-se de uma crítica, o conteúdo a seguir reflete a opinião de seu autor. Sinta-se livre para concordar, ou discordar, total ou parcialmente, o importante é que sua opinião seja expressada com respeito e educação.]

O jogo nos foi gentilmente cedido pelo criador, Cláudio Lima. Fato que não interfere na liberdade de nossa avaliação, portanto, continue sua leitura sem receio, seremos claros e transparentes sempre!

Hoje vamos fazer a review de um jogo indie brasileiro, John, The Zombie. Um game que conta com história criativa, muita diversão e possibilidades de gameplay.

Desenvolvido por duas pessoas, o jogo conta a história de John, um cientista antissocial que chega em casa e descobre que seu querido gato havia sido atropelado. Sofrendo com a perda, ele testa sua incompleta fórmula que visava trazer os mortos de volta à vida. Ao fazer isso, o gato ressuscita, mas um pouco estranho… O mascote zumbi ataca John, que acorda transformado em um morto-vivo também. Felizmente John conta com a ajuda de um amigo, Dree, que tenta ajudá-lo a encontrar uma cura.

Como já deu pra perceber, este não é um jogo de sobrevivência, onde você deve escapar de perigos e enrascadas propiciadas por um apocalipse zumbi, aqui, você é praticamente, o paciente zero.

Neste jogo, John precisa adquirir habilidades e recursos para seguir sua odisseia. As habilidades você consegue da forma mais zumbi possível, devorando cérebros. Isso mesmo, enquanto você caminha, você pode atacar pessoas e devorar seus cérebros, adquirindo as mais variadas habilidades, desde correr, a dirigir veículos, passando por solucionar problemas, jogar basquete, pescar, e outras habilidades, que servirão para adquirir recursos para comprar itens, que te ajudarão a completar sua missão de buscar uma cura (e principalmente, se divertir tocando o terror).

O jogo possui gráficos coloridos bonitos. Nada de cartunesco nem fotorrealista, são gráficos que não incomodam, mas não chegam a encher os olhos. A trilha sonora é uma das mais ecléticas que você ouvirá em um jogo, o que ajuda a dar o ar de casualidade em diversos momentos, favorecendo a exploração e diversão, em vez de uma incansável busca pelo objetivo final. Às vezes esquecemos que cada pessoa que devoramos o cérebro, torna-se um zumbi, até que percebemos que estamos liderando um apocalipse, isso só vai acontecer quando estiveros caminhando por aí e ver um outro zumbi correndo e pegando o nosso “farm”.

John, The Zombie, realmente nos presenteia com vários elementos criativos, mas, em alguns momentos torna-se repetitivo, como na hora de devorar cérebros, algumas dessas cenas são muito divertidas, chegando a ser cômicas, mas, depois de algum tempo, vemos que são repetitivas.

Há alguns bugs no jogo ainda, desde mecânicos a gráficos, mas isso dificilmente vai estragar a experiência e a diversão de alguém, alguns bugs podem até render algumas risadas extras. Os desenvolvedores são ativos na Steam, já foram mais, mas, o jogo não está abandonado, há atualizações com correções e melhorias, a otimização do jogo, se comparado ao seu lançamento, está evoluindo. Bugs de câmera, física estranha, etc… Tudo isso aos poucos vem sendo corrigido. Há ainda um longo caminho de melhorias a serem feitas, mas isso não torna o game injogável.

A história principal é curta e até simplista, mas quem aí joga GTA só pela história? Se você curte a liberdade, diversão, matança, minigames, etc… Vai encontrar possibilidades em Jon, The Zombie. Terá possibilidades de aprimorar suas habilidades, se divertir de formas diferentes, e no final, vai ver que, ser um zumbi pode nem ser algo tão ruim assim. Cansado de mais do mesmo em jogos de zumbi? Então vale a pena dar uma chance para que John te mostre o mundo visto por outros olhos.

PRÓS

Trilha sonora;

Inovador;

Casual;

Divertido;

Desenvolvedores ativos;

CONTRAS:

Ainda contém bugs;

Inteligência artificial não muito inteligente;

Devorar cérebros torna-se repetitivo.

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Ricardo Januário

Um pouquinho geek, levemente nerd, e quando se trata de Pokémon ou Final Fantasy até me considero gamer. Sou um jornalista formado como destaque da turma, amo escrever e compartilhar meu conhecimento e informação com o maior número de pessoas, defendendo a liberdade à informação e cultura.

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