[Crítica] Deadpool 2 (Sem Spoilers)

Viagem no tempo, força da amizade, drama e muito mais, tudo para fazer este ser um filme-família em 2018.

[Vale ressaltar, como o nome sugere, trata-se de uma crítica, o conteúdo a seguir reflete a opinião de seu autor. Sinta-se livre para concordar, ou discordar, total ou parcialmente, o importante é que sua opinião seja expressada com respeito e educação.]

O herói, ou anti-herói, se preferir, Deadpool, segue sua jornada para proteger seus interesses próprios enquanto convive com seu câncer e seus poderes mutantes. Neste filme vermelho amigão da vizinhança (e não, não estou falando do homem-aranha), vai passar por um drama pessoal muito mais intenso, relacionado diretamente com sua amada Vanessa.

O humor irreverente de Ryan Reynolds continua casando muito bem com Deadpool. Pool que segue com seus comentários jogados ali no meio dos diálogos, no estilo meme brasileiro, se pegar pegou, se não, vai ficar sem entender a piada. Isso casado com as ainda presentes, mas, mais sutis quebras da quarta parede, permitem que o público dê boas risadas.

O filme é uma evolução natural do primeiro, melhores efeitos visuais, melhores lutas, melhores coreografias, melhores escolhas nas trilhas sonoras, melhores atuações, tudo melhor, exceto o roteiro, a história é um pouco mais simples, o vilão é meio esquecível (o que não chega a ser novidade), e tem até piada com o próprio roteiro, e mais de uma vez.

Durante a história Deadpool acaba cruzando o caminho de Cable, um cara barra pesada que veio do futuro querendo eliminar o assassino de sua família, antes que este comece a matar sem conhecer seus poderes e torne-se o monstro do futuro. E pra nossa surpresa, o assassino é o jovem Russel, um garoto que sofreu em um orfanato onde crianças com poderes mutantes são torturadas.

Em meio a tudo isso, Deadpool reúne a X-force, um grupo de mutantes que se juntam para proteger a vizinhança ao lado do nosso herói… Ou anti-herói… O processo de seleção é divertido, a ação das personagens também, mas, como posso dizer isso… Parece que não houve muita sinergia.

A fotografia do filme é simples, e atende às propostas das cenas. Como dito antes, a trilha sonora é melhor que a do filme anterior, e te prepara para momentos cômicos, ditando o timming do humor físico, te concentra para o drama, te empolga na ação, etc…

Nas atuações, Julian Dennison, o Russel, é um show à parte, o garoto vem chamando atenção a cada participação em filme que tem feito, assim também acontece com Morena Baccarin e Zazie Beetz, com ótimas atuações, Baccarin trazendo uma carga dramática em cada aparição de sua personagem, Vanessa, e Beetz, que sabe valorizar sua personagem, Domino, em cada aparição.

Os x-men estão presentes novamente no filme, mas, dessa vez não são apenas Colossus, mas a Míssil Adolescente Megassônico também aparece, e não está sozinha, ela conta com a companhia de Yukio, uma adolescente que parece ter conquista Deadpool com sua simpatia, bem diferente da Ellie (a Missil, blá, blá, blá…).

Confira o trailler oficial do filme:

Vou deixar uns breves spoilers aqui, mas isso não vai estragar sua experiência: Brad Pitt está no filme, mas talvez você não o veja ;), e o Cable é interpretado pelo mesmo ator que faz o Thanos nos filmes Vingadores, o Josh Brolin.

Finalizando, o filme traz mas cenas de violência, mais sangue, etc… Realmente faz jus à classificação 16 anos. Por isso, lembre-se de tirar as crianças da sala quando for assistir. Assim como o primeiro filme, não vai ser aquela história sessão da tarde, e dificilmente você vai querer assistir mil vezes à película, mesmo assim, é um filme que vai te divertir, arrancar algumas risadas, principalmente se você pegar as referências. Você não vai dar gargalhadas descontroladas, mas, o resultado das muitas piadinhas alternadas com as interessantes cenas de ação e os momentos dramáticos pontualmente inseridos para tentar humanizar um pouco as personagens, vai fazer com que você se lembre deste filme por muito tempo, e ocasionalmente, quando não tiver o que fazer, ou assistir, pode até querer maratonar Deadpool 1 e 2, e quem sabe, um futuro Deadpool 3.

Ricardo Januário

Um pouquinho geek, levemente nerd, e quando se trata de Pokémon ou Final Fantasy até me considero gamer. Sou um jornalista formado como destaque da turma, amo escrever e compartilhar meu conhecimento e informação com o maior número de pessoas, defendendo a liberdade à informação e cultura.

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