Conheça o salto da tecnologia brasileira no setor audiovisual corporativo com a Wave AV, que agora planeja expansão para os Estados Unidos.
O mercado de tecnologia no Brasil sempre enfrentou um desafio crônico: a dependência de hardware e software estrangeiros. Historicamente, grandes projetos de automação e infraestrutura audiovisual ficavam à mercê de cadeias de suprimentos globais. No entanto, o cenário recente de restrições logísticas globais forçou empresas locais a acelerarem sua transição de integradoras para desenvolvedoras.
Um dos exemplos mais interessantes dessa mudança vem de Minas Gerais, através da Wave AV. A empresa, liderada por Pedro Retes, decidiu internalizar o desenvolvimento de tecnologias que, até então, eram predominantemente importadas. Com mestrado em engenharia elétrica e uma bagagem técnica robusta, Retes coordenou a criação de soluções que não apenas substituem o produto externo, mas trazem uma arquitetura mais alinhada às demandas atuais de TI.

Foto: Divulgação
A Engenharia por trás do Ecossistema
Diferente do modelo tradicional de “caixa fechada” de muitos fabricantes globais, onde o cliente fica preso a um ecossistema rígido, o desenvolvimento nacional tem apostado na flexibilidade. A Wave AV estruturou sua linha de produtos em três pilares principais:
- Processamento de Áudio de Alta Performance: Equipamentos que realizam o tratamento sonoro de ambientes corporativos de forma “invisível”, garantindo fidelidade acústica sem interferir na estética do local.
- Central de Controle Inteligente: O “cérebro” do sistema, responsável por gerenciar toda a automação de uma sala ou prédio, conectando diferentes periféricos em uma única interface.
- Interfaces de Automação: Painéis de parede desenvolvidos sob frameworks modernos de programação (como os usados no desenvolvimento web), o que facilita a manutenção e a integração com outros sistemas de rede das empresas.
Essa abordagem baseada em frameworks abertos resolve uma dor latente do setor: a dificuldade de encontrar mão de obra especializada em linguagens proprietárias de fabricantes específicos. Ao alinhar o hardware com padrões de desenvolvimento front-end e back-end, a tecnologia torna-se mais acessível para equipes de TI padrão.
Do Local para o Global
O amadurecimento dessas soluções já as levou para instituições de peso, como a Marinha do Brasil, a Localiza e o SEBRAE, onde a confiabilidade e a agilidade de suporte são requisitos críticos.
Com a validação técnica no mercado brasileiro, o próximo passo natural é o teste em mercados mais maduros. A empresa já sinaliza o início de sua internacionalização, com foco especial nos Estados Unidos. O plano envolve um investimento estratégico de cerca de R$ 10 milhões nos próximos cinco anos, consolidando a ideia de que a engenharia brasileira tem maturidade suficiente para competir em pé de igualdade em solo norte-americano.













































































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