[CRÍTICA – sem spoiler] Carmen Sandiego 1ª temporada (Netflix)

Com a moda de reanimar animações clássicas, Carmen Sandiego tem sua história recontada pela Netflix.

[Vale ressaltar, como o nome sugere, trata-se de uma crítica SEM SPOILERS, o conteúdo a seguir reflete a opinião de seu autor. Sinta-se livre para concordar, ou discordar, total ou parcialmente, o importante é que sua opinião seja expressada com respeito e educação.]

A nova série animada de Carmen Sandiego da Netflix teve sua primeira temporada lançda com 11 episódios de cerca de 30 minutos. Ela traz alguns elementos essenciais como os clássicos chapéu e sobretudo vermelhos, a icônica pergunta “Where in the world is Carmen Sandiego” (Em que lugar do mundo está Carmen Sandiego?), e textos expositivos sobre diversas localizações globais.

Se você já assistiu a animação dos anos 1990, encontrará poucos vestígios dela por aqui. Com um traço renovado, os primeiros episódios do cartoon parecem que nos levarão para um lado mais anime, com cenas de ação que parecem inspiradas nas animações japonesas, mas, logo no quarto episódio, qualquer vestígio disso é deixado para tras e somos totalmente convencidos de que se trata de uma animação cartunesca infantil.

A trama da primeira temporada conta com viagens por diversas localidades do mundo na busca de artefatos raros, perseguições policiais, questionamentos, comunicação por celular e um pouquinho de ação, mas, bem pouquinho mesmo. E conta mais sobre a origem dessa agente super-secreta.

Fica nítido que a, assim como Cartoon Network fez com Thundercats, a Netflix pretende apresentar este clássico a uma nova audiência. E isso já nos deixa até preparados para o que vem por aí com o reboot de Cavaleiros do Zodíaco.

Se você era fã de Carmen Sandiego, desde o game de 1985, a animação dos anos 1990, etc… Esta animação tem grandes chances de não ser para você. A não ser que você já tenha se acostumado com esta tendência gráfica e contemporânea de adaptações que vem ocorrendo nos últimos 10 anos.

Se você é pai ou mãe e tem filho no ensino fundamental 2, pode deixá-los assistir tranquilamente, pois a violência é moderada, o linguajar não é nada vulgar, os traços são infantilizados e as histórias contam com tramas simples e ação bastante contida, o que não deve deixar as crianças agitadas de mais, mas mesmo assim, devem servir para apresentá-los um pouco de outros costumes e tradições, servindo como um pequeno estímulo para aqueles que gostam de geografia.

Ricardo Januário

Um pouquinho geek, levemente nerd, e quando se trata de Pokémon ou Final Fantasy até me considero gamer. Sou um jornalista formado como destaque da turma, amo escrever e compartilhar meu conhecimento e informação com o maior número de pessoas, defendendo a liberdade à informação e cultura.

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